Por que se tornou impossível manter o tradicional sistema de relações entre metrópole e colônia?

 

 

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No século XVIII enquanto países como França e Inglaterra estavam se desenvolvendo industrialmente, Portugal e demais países procuravam reforçar suas relações de poder sobre suas colônias.
A Corôa estabelecia uma relação com a colônia de extremo controle, onde ela não poderia, por exemplo, comercializar com demais países e toda sua produção era voltada para a Metrópole.

A expansão dos mercados e a crescente industrialização iniciou a  queda desse sistema, pois industrialmente se produzia exponencialmente mais do que nas colônias o que fazia com que o preço dos produtos fosse mais barato e consequentemente países como Portugal perdesse comércio, uma vez que a produção nas colônias nunca conseguiria competir com a produção industrial.

Pensadores como Adam Smith e Jean Baptiste surgiram em meados de 1776 criticando o sistema colonial principalmente em como era estabelecido os tratados de comércio e o trabalho servil. Jean ainda dizia que as colônias ,na verdade, eram onerosas às metrópoles, tendo em vista que para manutenção das mesmas era necessário custear exércitos, burocracias civis e judiciárias, etc.

A crise do sistema colonial coincidiu com fatos importantíssimos que implicariam na luta dos colonos por sua emancipação como: Crise dos sistemas absolutistas, críticas à igreja e valorização do homem, novos conceitos de nação e leis, princípio da liberdade de todos perante a lei e a valorização da mesma.

Tais acontecimentos ocorridos no famoso período conhecido como Iluminismo foram as bases fundamentais para a independência francesa e posteriormente também para a  independência americana.

Ambas independências que ocorreram através de revoluções foram tidas como base para que os brasileiros buscassem o fim do colonialismo influenciados através de livros de grandes pensadores  como Rousseau e Mostesquieu vindos ilegalmente para o país e donte ideias revolucionárias, que defendiam a igualdade e liberdade das pessoas, incentivavam o fim dos laços entre colônia e metrópole.

 

 

 

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Analisando as músicas

Neste bimestre, fizemos atividades que nos permitiam relacionar músicas mais antigas com músicas atuais, referentes à época da Escravidão. Uma delas, escolhida por nós, foi Voz Ativa – Racionais Mc’s.

Relacionamos essa música com a escolhida pelo professor: Americanos – Caetano Veloso.

Na música Voz Ativa, é retratada a grande diferença entre os brancos e negros, e é enfatizado que isso permanece até os dias de hoje. Mesmo depois de 400 anos, as coisas ainda permanecem iguais, quando falamos sobre isso.

Na musica Americanos, é retratada tanto a descriminação com pobres quanto com os negros, e, principalmente, a desigualdade:

“Para os americanos branco é branco, preto é preto (e a mulata não é a tal)
Bicha é bicha, macho é macho
Mulher é mulher e dinheiro é dinheiro”

Nesse trecho e no resto da música podemos observar a grande distinção entre gêneros, classes, raça, algo que também permanece até hoje.

As duas se associam pelo fato de citar o racismo e a desigualdade.

4 Principais rotas de comercio de escravos na África

Existiam quatro principais rotas para o comercio de escravos vindos da África, a primeira delas é a rota da guiné que passava pelo Cabo Verde e ia para o nordeste e norte brasileiro. Os escravos eram trazidos de Guiné-Bissau, Senegal, Mauritânia, Gâmbia, Serra Leoa, Libéria e Costa do Marfim, área a qual era habitada por diversos povos.

A segunda era a rota da mina utilizada para atender a demanda, principalmente, de mão de obra dos canaviais no Brasil e do Caribe. Os escravos vinham de Burkina Faso, Benim, Togo, Nigéria, sul do Níger, Chad, norte do Congo e norte do Gabão.

A terceira era a rota da angola que forneceu cerca de 4 milhões de escravos trazidos em sua maior parte da Angola. Eles foram levados para o nordeste e sudeste do Brasil.

A quarta e última rota era a rota de Moçambique que trazia, diferentemente das outras, escravos da parte oriental da África. Essa rota foi criada devido a pressão que a Inglaterra impôs à Portugal de acabar com o comércio de escravos, então os traficantes foram para a rota menos utilizada, rota de Moçambique. Foi responsável por mais ou menos 25% da população africana do Rio de Janeiro do século XIX.

Mapa das rotas:

Fontes:

http://www.sohistoria.com.br/ef2/culturaafro/p5.php

https://www.geledes.org.br/rota-escravo-licoes-passado-valores-para-o-futuro/

https://www.geledes.org.br/rotas-da-escravidao/

https://conttai.files.wordpress.com/2015/05/mapa-da-rota-do-trc3a1fico-de-escravos-005.jpg(editado)

 

 

A Revolução Inglesa pode ser considerada uma revolução?

Para chegarmos a uma resposta temos que entender primeiro sobre a pergunta e seu contexto, como base temos que chegar a ideia do que seria o termo ”revolução” para Hill e como a sua época influencia as ideias que podem ser consideras revolução.

Para começar vamos citar sobre o livro “Christopher Hill e O Mundo de Ponta-Cabeça: Ideias radicais durante a Revolução Inglesa de 1640″ em que Christopher menciona fatos aceitos para a aceitação da revolução inglesa como revolução. Os fatos são baseados na forma diferente de pensar e de ideias que as pessoas na revolução tinham, fala sobre a ideia da sexualidade e da sua disparidade causada em meio ao mundo de trabalho e social, isso na época seriam ideias mais do que radicais, já que, a época era baseada em grande preconceito em relação a certos ”tabus”, porém podemos perceber por outras opiniões que somente esses ideias não criaram uma revolução inteira, já que essas ideias só foram retomadas como necessárias para a sociedade depois de praticamente dois séculos.

Então podemos considerar que Hill era considerado um dos maiores historiadores marxistas ingleses que tinha uma visão ampla sobre a situação da Inglaterra, e por isso temos que considerar a influência que os acontecimentos do seu tempo podem ter causado em sua visão sobre revolução, passando por um tempo em que os ideias pouco mudavam e que as leis e objetivos da nação sempre eram ditos por uma classe social “maior”, um processo no qual diferentes lados com diferentes ideias se juntam a um só plano contra o rei, além das ideias econômicas, sociais e religiosas tão divergentes. Podemos perceber como essa união em prol do bem causou um impacto gigantesco sobre todo o mundo. Com o ganho do lado burguês sobre o autoritarismo abrimos espaço para a construção de uma nova sociedade, baseada primeiramente a uma economia forte e um mercado amplo, embora com o tempo possamos notar a decadência da ideia de igualdade e da ideia de que não viveríamos mais sobre “castas” sociais. É impossível negar o avanço gigantesco da modernidade sobre a Inglaterra.

Por fim, após toda a análise e a respostas para as perguntas bases, podemos entender facilmente que sim, a “Revolução Inglesa” realmente foi uma revolução, e suas razões para tal são facilmente entendíveis.

 

Análise Situacional da Classe Trabalhadora no século XVIII

O século das Luzes marca um momento de intensa mudança com o surgimento das máquinas e a grande evolução da ciência naquele tempo.

As pessoas viviam tranquilamente produzindo somente o necessário para sua sobrevivência, levando uma vida honesta e calma.

Os pais, chefes de família, eram responsáveis pela sustentação de sua esposa e filhos e com eles dividiam o trabalho na época, citando o exemplo mais rotineiro, a tecelagem, a esposa e os filhos fiavam e o homem tecia. E quando sobrava-lhe tempo, ele arrendava um terreno e cultivava o que quisera de maneira bem precária.

Com o surgimento das máquinas, o trabalho foi facilitado, o custo barateado, o que levou ao aumento da demanda pelos produtos da tecelagem.

Em todo o momento as máquinas iam evoluindo e o trabalho sendo mais facilitado, a demanda aumentando, o mercado interno sendo impossibilitado de competir com a industria e as pessoas eram submetidas ao trabalho o que levou ao êxodo delas para as cidades, uma vez que não tinham outra opção a seguir,  e optavam pela sobrevivência.

 

 

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REFERÊNCIA

ENGELS, Friedrich. A situação da Classe Trabalhadora Na Inglaterra. São Paulo: Boitempo, 2010.